Somos pessoas do bem,
Bem ocupadas consigo mesmas.
Somos pessoas do bem,
Bem cansadas para praticar o que é bom.
Não matamos, não roubamos,
Nem ao menos traficamos.
Talvez uma mentirinha aqui,
Talvez outra acolá.
E tudo mostra o preço que temos,
O preço a pagar.
Somos boas pessoas
Somos seres amáveis,
Mas que não pisem em nossos calos!
Que não abusem de nossa paciência,
Ou haverá uma enorme transformação química,
Capaz de desafiar até mesmo a avançada ciência.
Mãe que mata filho.
Assassinos de sua própria adolescência.
Pais que prostituem crianças,
Professores que perderam o interesse por nossa infância.
Por quê?
Porque tudo está perdido.
Somos tão bons e o mundo é inimigo.
Por que o mundo grita conosco?
Onde deixamos nossos umbigos?
Parecem pensamentos confusos.
Parece predisposição a rima.
Mas é que me acordei sendo um ser tão bom.
Que ao invés de aqui em baixo,
Deveria estar lá em cima.
Deveria ser anjo por minha bondade,
E proteger as pessoas com meu descaso.
Deveria ser senhor do destino,
E entregar tudo ao acaso.
Deveria quem sabe ser Deus?
E então seria mais justo,
Para tudo que me conviesse.
Pois sou capaz de anular-me da guerra,
De fazer vista grossa a calamidade.
E mesmo assim de joelhos fazer preces,
E ser membro de uma irmandade.
Então que valor tenho eu?
Que valor temos nós?
Somos realmente tão bons?
Creio que o suficiente para enganarmo-nos.
O bastante para dormirmos tranquilamente todas as noites.
E que a sujeira em nossos corações continue sob os nossos tapetes.
Aquele que carregamos por anos,
Desde a primeira desobediência a nossa mãe.
Desde o último ato de “justa” vingança.
Queria eu ser bom,
Ser inocente como criança.
Por que julgo ter mais valor pelo que não faço
Quando ao invés disso, deveria ter valor pelo que pratico?
O valor está sobre meus atos,
Não sobre o que me omito.
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
Opinião Convicta
quinta-feira, 24 de março de 2011
Lei da Ficha Limpa
Hoje tive um pesadelo. Sonhei que meu país era governado em grande parte por bandidos condenados pela justiça. Ainda outros não haviam sido condenados mas tinham processos em aberto e seus crimes, embora ainda não julgados eram públicos, fétidos chegando ao lar de todas as famílias brasileiras.
Então, de repente, chegou uma Nova Lei conhecida como Ficha Limpa. O Brasil por fim iria mudar, quem quisesse poder, teria de ser honesto com o povo que representaria, deveria agir com dignidade e veracidade.
Então eu me acordei e vi que continuava no mesmo país da impunidade. E um tal de Supremo, nem tão supremo, nem tão divino, julgou mais uma vez a favor dos ricos, a favor da massa corrupta política, e não a favor do povo brasileiro.
Será que a corrupção atingiu também o supremo? Será que além de temermos a corrupção na política brasileira, devemos temer o executivo? O legislativo? A quem mais o brasileiro precisará temer?
Bem, com certeza não deve temer o bandido, o traficante a sua porta. O medo deve ser muito maior, ele vem dum roubo sutil e impune chamado de partido político, chamado de vereador, de prefeito, de deputados, senadores, presidentes…
Esses, roubam os sonhos e a dignidade de um país inteiro. Mais uma vez quem dança é o povo brasileiro!
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
Então, de repente, chegou uma Nova Lei conhecida como Ficha Limpa. O Brasil por fim iria mudar, quem quisesse poder, teria de ser honesto com o povo que representaria, deveria agir com dignidade e veracidade.
Então eu me acordei e vi que continuava no mesmo país da impunidade. E um tal de Supremo, nem tão supremo, nem tão divino, julgou mais uma vez a favor dos ricos, a favor da massa corrupta política, e não a favor do povo brasileiro.
Será que a corrupção atingiu também o supremo? Será que além de temermos a corrupção na política brasileira, devemos temer o executivo? O legislativo? A quem mais o brasileiro precisará temer?
Bem, com certeza não deve temer o bandido, o traficante a sua porta. O medo deve ser muito maior, ele vem dum roubo sutil e impune chamado de partido político, chamado de vereador, de prefeito, de deputados, senadores, presidentes…
Esses, roubam os sonhos e a dignidade de um país inteiro. Mais uma vez quem dança é o povo brasileiro!
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
Crise no Japão e na capacidade de altruísmo mundial
Eu tenho acompanhado o noticiário sobre a catástrofe no Japão. Os termos mais citados são uma crise econômica mundial, uma crise centralizada apenas na região ou ainda a possibilidade do Japão perder mais um degrau na economia mundial.
Acho que às vezes deveríamos parar, imaginar se estivéssemos lá, sem casa, com todos os sonhos destruídos e enterrados junto com os membros de nossa família se todas as questões levantadas seriam realmente importantes.
Tenho convicção de que a comunidade internacional deveria mobilizar-se e ajudar os SERES HUMANOS atingidos para ao menos tentar amenizar sua dor propiciando as condições mínimas e no momento inexistentes de sobrevivência naquela região.
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
Acho que às vezes deveríamos parar, imaginar se estivéssemos lá, sem casa, com todos os sonhos destruídos e enterrados junto com os membros de nossa família se todas as questões levantadas seriam realmente importantes.
Tenho convicção de que a comunidade internacional deveria mobilizar-se e ajudar os SERES HUMANOS atingidos para ao menos tentar amenizar sua dor propiciando as condições mínimas e no momento inexistentes de sobrevivência naquela região.
Diego Rodrigo Fonseca Rocha
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